O primeiro uso na prática do magnetismo foi feito pelos chineses há aproximadamente 2.000 anos. A bússola, que se baseia na relação do campo magnético de um imã (a agulha da bússola) com o campo magnético terrestre.
Por volta do século I a.C. (dinastia Han), os chineses desenvolveram o Sinan ("indicador do sul"). O instrumento consistia em uma colher esculpida em magnetita (um ímã natural) equilibrada sobre uma placa de bronze lisa. Quando girada, o cabo da colher sempre parava apontando para o polo sul magnético. Inicialmente, o dispositivo era usado para geomancia, harmonia espacial (Feng Shui) e adivinhação, passando a ser aplicado na navegação marítima por volta dos séculos XI e XII com agulhas de ferro magnetizadas flutuando na água.
O Sinan de magnetita era pesado e inadequado para ambientes instáveis, como o convés de uma embarcação. A transição técnica que permitiu a navegação marítima na Dinastia Song ocorreu em três saltos:
- Magnetização induzida: Em vez de depender de magnetita bruta (rara e frágil), os chineses descobriram que aquecer ferro e resfriá-lo alinhado ao campo magnético terrestre (ou esfregá-lo contra magnetita) criava ímãs artificiais muito mais leves.
- Bússola úmida (século XI): Pequenas agulhas ou figuras de peixe em ferro magnetizado eram colocadas sobre uma gota de água ou flutuando em palha dentro de uma bacia, eliminando o atrito sem travar com o balanço do navio.
- Bússola seca (século XII): A agulha passou a ser montada em um pivô pontiagudo equilibrado, modelo que mais tarde chegou ao Ocidente pela Rota da Seda e revolucionou as Grandes Navegações.
© Direitos de autor. 2017: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/01/2024

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