segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

História do para-raios "Franklin"

"Para o nosso jantar, teremos um peru, morto por um choque elétrico e assado num espeto movido a eletricidade, sobre um fogo ateado por centelha elétrica. E beberemos à saúde de todos os eletricistas da Inglaterra, Holanda, França e Alemanha, em copos eletrizados, sob uma salva de tiros disparados pela bateria de carga elétrica."
Nenhum dos amigos de Benjamin Franklin, ao receber o curioso convite para um "piquenique elétrico", duvidou de que as proezas ali prometidas se concretizariam. Nem eles, nem o restante da tradicionalmente incrédula população de Filadélfia: os habitantes da cidade já estavam habituados com as incríveis experiências desse homem que, em 1752, provara ser capaz de "domar o raio".
Enquanto cientistas de todo o mundo discutiam, em acirradas polêmicas, se os raios seriam ou não um fenômeno elétrico, Franklin saíra em meio a uma tempestade e conseguira atrair um raio à chave presa ao papagaio que empinava. Muitos já suspeitavam de que o raio fosse, efetivamente, um fenômeno elétrico; mas Franklin. captando cargas presentes em nuvens baixas, o demonstrara experimentalmente. Era o seu sistema de trabalho: provar a teoria na prática..

Benjamin Franklin, quando fez a perigosa experiência utilizando um fio de metal para empinar uma pipa de papel e observou que a carga elétrica dos raios descia pelo dispositivo. Provou também que hastes de metal, quando em contato com a superfície terrestre poderiam servir como condutores elétricos, inventando assim, o para-raios.
Um para-raios é uma haste de metal pontiaguda que é conectada a cabos de cobre ou de alumínio de pequena resistividade que vão até o solo.
As pontas do para-raios servem para atrair os raios, assim que o raio é atraído ele é desviado até o solo pelos cabos e dissipado no solo, sem causar nenhum dano nas residências. Os para-raios não atraem os raios, apenas oferecem um caminho para chegar ao solo com pouca resistividade.
Os para-raios têm de serem colocados em lugares bem altos, pois o raio tende a atingir o ponto mais alto de uma área. Geralmente eles são colocados em topos de edifícios, em topos de antenas de transmissões de televisões, rádios, etc.
A função dos para-raios é proteger a estrutura de construções, como edifícios, casas, etc., contra as descargas elétricas atmosféricas (raios).

© Direitos de autor. 2017: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/01/2017

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

História do Telégrafo de Morse

O telégrafo foi um aparelho de comunicação muito importante nos séculos XIX e XX. Ele permitiu que informações fossem transmitidas a longas distâncias de maneira rápida e eficiente, revolucionando a comunicação em todo o mundo.
O telégrafo elétrico usava a energia elétrica para enviar pulsos na corrente elétrica transmitidos via fios de alta tensão, que eram interpretados por meio de um código com pontos e linhas.
Samuel Morse foi o inventor do telégrafo elétrico, criando também o código utilizado para a comunicação através dele, o Código Morse.
O modelo de Morse utilizava um interruptor que fechava o circuito elétrico, gerando pulsos de corrente elétrica de forma codificada.
A mensagem era registrada em um código composto por pontos e linhas, cada um representando uma letra.
A transmissão por meio do telégrafo inventado por Samuel Morse fazia com que uma mensagem codificada fosse registrada em um papel. Portanto, a mensagem era registrada automaticamente em um código de traços e pontos. Esse código recebeu o nome de código Morse, pois também foi inventado por Samuel Morse.
Nesse código, uma combinação de pontos e linhas representava letras, e o telégrafo registrava todas as combinações, sendo função do operador decodificar a mensagem. A primeira demonstração do telégrafo inventado por Samuel Morse foi feita por ele em 1837, em New Jersey. O sucesso da demonstração fez com que Morse patenteasse sua invenção.
No final de 1842, Samuel Morse recebeu autorização do Congresso norte-americano para construir a primeira linha de telégrafo dos Estados Unidos. Essa linha ligaria Washington, capital do país, a Baltimore e tinha 40 milhas (cerca de 64 km) de extensão. Em 1844, o próprio Morse enviou o primeiro telegrama oficial, sendo que sua mensagem foi a seguinte: “What hath God wrought!” (“Que obra Deus fez!”).
No Brasil, o telégrafo chegou durante o reinado de D. Pedro II, na década de 1850. A primeira linha de telégrafo foi instalada no Rio de Janeiro, ligando a Quinta da Boa Vista ao Campo de Santana, com 4300 metros de extensão.
O objetivo era facilitar a transmissão de informações no combate ao tráfico de escravizados, que havia sido proibido a partir da Lei Eusébio de Queiroz, em 1850.
Apesar de sua importância, o telégrafo ficou ultrapassado com a popularização do telefone durante o século XX.
Mesmo assim, sua invenção e desenvolvimento foram fundamentais para a criação de outras tecnologias de comunicação que utilizamos atualmente.

© Direitos de autor. 2019: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 01/04/2019

sábado, 12 de fevereiro de 2005

História da bússola chinesa de Shen Kuo

Os registros históricos encontrados entre os séculos X e XII indicam que a criação da primeira bússola aconteceu na China, ao final do século I d.C. Ela recebeu o nome de "Si Nan" e era composta por um instrumento central no formato de colher, cuja extremidade não abaulada apontava para o polo sul geográfico do planeta.
Figura 01 - Bússola chinesa, cuja
extremidade aponta para o sul.
Esse objeto era feito de magnetita, um minério conhecido pelas suas propriedades magnéticas naturais. A base sobre a qual ela se apoiava tinha formato quadrangular e representava o planeta Terra, enquanto o círculo central representava o céu. Posteriormente, os chineses substituíram a colher por hastes.
Shen Kuo, geólogo, matemático, cartógrafo, engenheiro hidráulico e escritor, do governo da Dinastia Song (960-1279), na China, foi o primeiro a descrever a bússola magnética no livro Mengxi Bitan, ele comprovou que o ponteiro do imã de uma búsola magnética que apontava para sul do polo geográfico chinês apresentava um desvio para leste. Este é o registro mais antigo da história humana sobre a descoberta da declinação magnética.
Algum tempo mais tarde, os chineses começaram a utilizar esse instrumento para a navegação. Concomitantemente, o mesmo aconteceu com os árabes, que construíram a bússola com uma base de água. A complementação da bússola com o acréscimo da rosa dos ventos em sua base foi feita pelo navegador italiano Flavio Gioia, no ano de 1302, difundindo o seu uso nas viagens de longa distância.
Em meados do século XVI, o cartógrafo português d. João de Castro percebeu a interferência externa de objetos metálicos no comportamento da agulha, levantando assim à necessidade de se isolar essa estrutura com a utilização de um envolto protetor.
As bússolas dividem espaço atualmente com aplicativos de localização e outros instrumentos modernos de navegação, como o GPS. Elas, no entanto, não perderam a sua importância e continuam a representar uma das principais ferramentas já inventadas de orientação no espaço geográfico.

© Direitos de autor. 2017: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/01/2017