segunda-feira, 13 de março de 2023

IA 29 - Pilha de Georges Leclanché - Prof. Sinésio Gomes


 A pilha de Leclanché, patenteada pelo engenheiro francês Georges Leclanché em 1866, é o dispositivo eletroquímico que deu origem às modernas pilhas secas comuns (zinco-carbono) utilizadas em relógios de parede e controles remotos. 
Componentes Principais:
  • Ânodo (polo negativo): Envoltório externo metálico feito de zinco (Zn), que sofre oxidação.
  • Cátodo (polo positivo): Barra central inerte de grafita (carbono), cercada por uma mistura em pó de dióxido de manganês (MnO2) e carvão vegetal.
  • Eletrólito: Originalmente uma solução líquida de cloreto de amônio (NH4Cl); na versão "seca" moderna, apresenta-se como uma pasta úmida com cloreto de amônio (NH4Cl), cloreto de zinco (ZnCl2) e amido.
A tensão nominal gerada por essa pilha é de cerca de 1,5 V, através das reações eletroquímicas:
  • Oxidação no Ânodo: Zn (s) → Zn2+ (aq) + 2 e-
  • Redução no Cátodo: 2 MnO2(aq) + 2 NH4 1+ (aq)  + 2e-  → 1 Mn2O3  (s) + 2NH3(g) + 1 H2O(l)
  • Reação Global: Zn (s) + 2 MnO2(aq) + 2 NH4 1+ (aq) → Zn2+ (aq) + 1 Mn2O3  (s) + 2NH3(g)
Para evitar o acúmulo de gás amônia (NH3) — o que poderia provocar sobrepressão e vazamento, os íons Zn2+ reagem com a amônia formando o íon complexo diaminezinco: [Zn(NH3)2]2+.

© Direitos de autor. 2017: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/09/2024 

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